segunda-feira, 17 de junho de 2013

Força Feminina engajada na luta com o Comitê popular da Copa

Este processo faz parte de um conjunto de ações que vem sendo desenvolvidas pelo Comitê Popular em Salvador
 

O Comitê Popular da Copa de Salvador composto por várias entidades da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades e cidadãos em geral estão durante esta semana, de 10 a 14 de junho, em um processo de mobilização e articulação. Este processo faz parte de um conjunto de ações que vem sendo desenvolvidas pelo Comitê Popular em Salvador visando reconhecer os impactos da Copa das Confederações e Copa do Mundo na cidade de Salvador.
A Unidade Força Feminina compõe o Comitê e está engajada nesta luta. No dia 10/06, em frente ao Memorial das Baianas, localizada no Pelourinho, mulheres da Unidade Força Feminina, representante das Baianas do Acarajé, do Movimento de População de Rua, entre outros grupos estiveram reunidos apresentando aos auditores da Secretaria de Controle Interno da Presidência da Republica quais são os impactos já percebidos pelos diversos setores da sociedade civil com a Copa. Dentre eles destaca-se: a questão do transporte e viabilidade urbana, trabalho, limitação de circulação da população dentro da cidade, saúde, violações de direitos humanos, processo de “limpeza” da cidade que exclui a população em especial mulheres e pessoas em situação de rua, além da realidade das baianas do acarajé.
Vale destacar a presença das mulheres neste espaço trazendo à tona o processo de saída da Praça da Sé durante os dias destes megaeventos. Uma das mulheres dizia: “a copa vai passar e quem vai ficar na cidade somos nós, porque nós somos daqui. Mas ai eu pergunto: como vamos ficar?”.
Os auditores da Secretaria estiveram com o Comitê Popular escutando a realidade e segue durante toda a semana realizando visitas a espaços, ruas, instituições da cidade para compreender a complexidade da questão. Na Unidade Força Feminina eles estiveram presentes na tarde do dia 12/06/2013 escutando e conhecendo a realidade das mulheres.
Em processo de mobilização e articulação seguimos na luta pelo respeito às populações que compõem as nossas cidades.

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