quarta-feira, 18 de abril de 2018

Taís Araújo fala sobre feminismo e desabafa: ‘Se a mulher fala não, acabou!’

A cantora e atriz Lellêzinha também participou da conversa.
Do Gshow
Sucesso firmado há anos, Taís Araújo foi a convidada desta terça-feira, 17/4, do Conversa com Bial. Com voz ativa e representativa, a atriz falou sobre racismo, feminismo e sobre a nova temporada da série Mister Brau.
Para completar o papo, a cantora e atriz Lellêzinha entrou na conversa e revelou a importância de Taís em sua vida.
Mister Brau – A importância de autores negros na série:
“Estamos falando de personagens negros, que vem da Zona Norte do Rio de janeiro, que é Madureira. Então, eu acho que ninguém vai saber escrever melhor para essas pessoas do que quem vive esse lugar. (…) Se não acaba sendo a mesma história. A história contada pelo ponto de vista do outro.”
“Muita gente me chamava de Xica da Silva e o Lázaro de Foguinho”, conta a atriz fazendo referência a antigos personagens.
Relacionamento X Cidadania
“Nós tivemos uma troca muito especial. Na verdade, eu não acredito em nenhum relacionamento que não tenha troca. Seja de amizade, seja eu e você aqui, seja a gente e quem está assim sentado, a gente de casa, ainda mais em um casamento. De fato, o Lázaro vinha de um grupo político com um pensamento muito embasado sobre o Brasil real, e eu não tinha um pensamento tão aprofundado assim”.
Racismo

“Na minha casa se falava sobre os problemas do Brasil, mas não sobre os nossos problemas do Brasil. Era da porta para fora. Era ali: ‘Ah, situação política’. Era isso que se falava. Quando se falava de alguma questão de preconceito, racismo e tal, simplesmente não se falava. (…)quando eu saí para a rua, eu vi que isso não bastava, que tinha que ter um embasamento, que tinha que ter um pensamento sobre. Tinha que pensar em alternativas. O assunto tinha que ser mais vertical sobre a questão”, conta Taís Araújo.
Feminismo – Abuso X Flerte
“Eu acho que nós sabemos muito bem o que é um abuso, e um flerte não é um abuso. Não é não e acabou! Eu repito essa frase diariamente para o meu filho e para minha filha também. Se a mulher fala não, acabou!”, afirma Taís.
Lellêzinha entra na conversa e fala sobre Mister Brau e a importância de Taís em sua vida:
“Me senti bem representada e queria muito estar naquele lugar. Eu falava: ‘Quem sabe um dia eu vou estar ali no Mister Brau? ’”, lembra a cantora.
Desde muito nova eu já sabia o que eu queira ser. Eu queria ser uma estrela! ”
Lázaro e Taís – Beyoncé e Jay Z do Brasil?
“Eu acho. É um casal muito poderoso. São uma referência muito grande”, elogia Lellêzinha.
Sou muito grata. Tenho ela do meu lado e vou tirar casquinha!”, brinca a cantora.
O Topo da montanha – mais importante e necessária no Brasil atual.
“Conforme o mundo piora, eu acho que a peça vai ficando mais importante, mais necessária e o mundo tem piorado muito. Olha, o Brasil tem piorado pior que o mundo. Mas o mundo também está danado, não é? ”
Ato por Marielle – Lellêzinha
“Eu fiquei muito impactada e uma parte de mim foi embora. Uma parte de mim ficou fraca e eu me senti na obrigação de fazer alguma coisa e tive a oportunidade”, fala Lellêzinha.
Nas redes sociais, os fãs postaram muitos elogios:
(Foto: Reprodução/twitter)
(Foto: Reprodução/twitter)


(Foto: Reprodução/twitter)
Foto: Reprodução/twitter)
(Foto: Reprodução/twitter)
(Foto: Reprodução/twitter)


terça-feira, 17 de abril de 2018

Cirandas Parceiras “Fraternidade e Superação da Violência”


Realizou-se na tarde do dia 28 de março, na sede do Projeto Força Feminina o Encontro de Cirandas Parceiras com o tema “Fraternidade e Superação da Violência: Vós sois todos irmãos e irmãs” apresentado por Hildete Emanuele – professora e coordenadora da articulação da Ação Social Arquidiocesana em Salvador. Ela transcorreu sobre os diversos tipos de violência, observada e vivenciada todos os dias nas grandes e pequenas cidades, no seio familiar, nas Instituições, contra mulheres e homens, jovens e crianças, adultos e idosos, sobretudo contra a população mais vulnerável. Provocou os participantes a pensarem formas de solucionar essas várias violências e a criar estratégias para a construção de uma sociedade que promova a cultura da paz, da reconciliação e da justiça.



Foi uma roda de conversa, no qual os presentes participaram ativamente, interagiram, trouxeram dúvidas, partilharam suas experiências e  deram depoimentos de como conseguiram superar as violências que sofreram.

Mesmo em momentos de discursos contraditórios e preconceituosos frente a essa temática, a facilitadora soube animar e estimular o público a refletir sob o ponto de vista histórico – cultural, para fazer compreender a origem de certos comportamentos, atitudes e falas preconceituosas e discriminatórias que já estão internalizados e são considerados normais.


Os presentes foram instigados a pensar que cada um é responsável pelo que acontece ao seu redor, que as atitudes individuais repercutem em ações maiores e que cada pessoa pode manter o estado de violência ou de paz a depender da forma como enxerga a si mesmo e ao outro. A todo instante, a professora Hildete Emanuele retomava a proposta inicial de olhar o outro como irmão e irmã.
São em encontros como esse que a rede de combate à violência se forma e se fortalece, principalmente quando outros projetos e seus usuários se tornam multiplicadores.