quarta-feira, 20 de junho de 2018

Conceição Evaristo é oficialmente candidata à Academia Brasileira de Letras

Aos 71, Conceição Evaristo pode ser a primeira mulher negra a ocupar uma cadeira da ABLImagem: Wikimedia Commons

Acesse o site: https://universa.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/19/conceicao-evaristo-e-ofocialmente-candidata-a-academia-brasileira-de-letras.htm




COPA DO MUNDO RÚSSIA 2018: A ressaca de uma ofensa machista viral

Reação à brincadeira de mau gosto de torcedores brasileiros ajudou a identificar três deles Assembleia Legislativa e OAB de Pernambuco repudiam ato e PM de Santa Catarina abre processo administrativo sobre o caso


A atitude dos brasileiros que achavam que faziam uma brincadeira com uma mulher na Rússia, falando, em português, sobre a genitália dela sem que ela entendesse, causou reações para além do tribunal da internet. Em um vídeo, ao menos quatro brasileiros uniformizados cercam uma mulher – que seria uma repórter - e gritam repetidamente uma frase em alusão ao órgão sexual feminino. A mulher, que não entende português, apenas sorri um pouco constrangida e tenta repetir o que eles dizem (“boceta rosa”).

Reprodução do vídeo dos brasileiros fazendo a 'brincadeira'. 
Rapidamente o vídeo viralizou. E não demorou para que parte de seus protagonistas fossem identificados. O primeiro foi Diego Valença Jatobá, advogado e ex-secretário de Turismo, Esporte e Cultura de Ipojuca, cidade pernambucana, a 50 quilômetros da capital, onde fica a praia de Porto de Galinhas, uma das mais famosas do Estado. Hoje, trabalha com a organização de eventos e shows no Recife e região. O segundo, é o tenente Eduardo Nunes, da Polícia Militar de Santa Catarina. O engenheiro civil Luciano Gil Mendes Coelho é o terceiro. De acordo com O Globo, Coelho foi preso em 2015 em uma operação da Polícia Federal que investigava o desvio de dinheiro público na Prefeitura de Araripina (PE), onde ele trabalhou na gestão de Alexandre Arraes (PSB).
Após o reconhecimento de parte dos envolvidos, a Polícia Militar de Santa Catarina confirmou que Nunes serve à corporação, afirmou que a atitude é “incompatível com a profissão”, e disse que abriria um processo administrativo disciplinar sobre o militar. Já em Pernambuco, a Assembleia Legislativa do Estado fez um ato de repúdio ao vídeo na segunda-feira. A OAB em Pernambuco, por sua vez, entrou com um pedido de análise de conduta no tribunal de ética e disciplina da Ordem contra Jatobá e afirmou estar tentando apurar a identidade dos demais. Além disso, publicou uma nota repudiando o fato.
A exposição desses brasileiros nas redes levou a uma investigação por parte da imprensa sobre a história deles. De acordo com o jornal O Globo, Jatobá foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) por irregularidades na prestação de contas de 2012 do município, quando ele atuava na gestão do então prefeito Pedro Serafim (PDT). Ele também foi condenado por dever, segundo a Justiça, cerca de 37.500 reais de pensão alimentícia à ex-mulher, em um processo iniciado em 2014, segundo O Globo.
Diego Jatobá, ostentando dólares em uma foto de 2013. 
Os torcedores não imaginavam que a brincadeira poderia ir tão longe. Mas não por desconhecer o poder das redes. Jatobá, inclusive, já tinha um antecedente com a internet depois que uma foto em que ele aparece ostentando um maço de notas de dólares na mão se espalhou em 2013. Na época, como figura pública, teve que se explicar. Disse que estava em uma casa de câmbio, que o dinheiro não era dele, e que estava fazendo uma brincadeira com um amigo.


Por outro lado, a experiência dos torcedores mostrou, uma vez mais, que a reação feminina no Brasil é rápida e imediata no melhor estilo “mexeu com uma, mexeu com todas”, lema que marcou a primavera feminista em 2015. Milhares de brasileiras se identificaram com a moça que, ingenuamente, repetia a grosseria, e tomaram as redes com o repúdio à atitude.


Parece que os rapazes do vídeo estão com medo de perder o emprego.
É pra gente se solidarizar com o sofrimento deles? Ah, vão a merda.
Medo temos nós de viver em uma sociedade machista, misógina, racista e homofóbica.
Eles que agora lidem com o medinho deles

Ver graça em cercar uma mulher e gritar “boceta rosa” sem que ela entenda do que se trata - e mesmo que ela entendesse – parece hoje uma atitude que se descolou da nova realidade brasileira e mundial. Empresas ou pessoas físicas que teimam em duvidar dessa resistência têm entrado numa longa fila de pedidos de desculpas públicas. “Não é engraçado. É machismo. Misoginia. E vergonha. Muita vergonha”, escreveu a atriz Leandra Leal em seu Instagram, ao reproduzir trecho do vídeo, para seus milhares de seguidores. "Parece que os rapazes do vídeo estão com medo de perder o emprego. É pra gente se solidarizar com o sofrimento deles? Ah, vão à merda", escreveu a jornalista esportiva Milly Lacombe em sua conta no Twitter. Não à toa, o repúdio foi além do tribunal das redes sociais e não se limitou somente às mulheres.
Foi exatamente essa reação que aumentou a curiosidade sobre quem eram os torcedores e chegou-se à identificação, até agora, de três deles. Por ora, Jatobá e Nunes podem ser punidos como profissionais. E os demais torcedores só não correm o mesmo risco ainda porque, por enquanto, não foram identificados.


sexta-feira, 15 de junho de 2018

15 de Junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa


Acesse o site: http://www.pastoraldapessoaidosa.org.br/index.php/23-news/326-15-de-junho-dia-mundial-de-conscientizacao-da-violencia-contra-a-pessoa-idosa

Vice-chefe da ONU denuncia ‘pandemia global’ de violência contra as mulheres



Em Bruxelas, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, alertou nesta semana que ataques e discriminação contra as mulheres estão profundamente encravados em normas, atitudes e práticas sociais.
Atualmente, segundo a ONU, uma em cada três mulheres é ou será vítima de violência de gênero no mundo. Quase metade das mulheres assassinadas são mortas por um parceiro ou ex-parceiro.
Vice-chefe da ONU Amina Mohammed em evento em Bruxelas sobre desenvolvimento e igualdade de gênero. Foto: ONU/Christophe Verhellen
Em Bruxelas para o fórum Dias Europeus de Desenvolvimento, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, alertou nesta semana (5) para o que descreveu como uma “pandemia global” de violência contra as mulheres e meninas. Dirigente cobrou que países ponham um fim aos abusos motivados por questões de gênero — quando uma mulher é agredida simplesmente por ser mulher.
“Ataques e discriminação estão profundamente encravados em normas, atitudes e práticas sociais”, afirmou a representante das Nações Unidas. “Transformar essas mentalidades exigirá investimentos significativos de tempo, recursos e vontade política.”
Atualmente, segundo a ONU, uma em cada três mulheres é ou será vítima de violência de gênero no mundo. Em média, por ano, 17 milhões de meninas se casam quando ainda são menores de idade. Quase metade das mulheres assassinadas são mortas por um parceiro ou ex-parceiro.
Amina também chamou atenção para a marginalização econômica das mulheres — em média, a diferença salarial entre elas e os homens é de 23%. Segundo a dirigente, o Banco Mundial estima que a participação igualitária na força de trabalho liberaria 160 trilhões de dólares para a economia — o equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do planeta. Recursos, disse a vice-chefe da ONU, “poderiam se reinvestidos no desenvolvimento sustentável”.
Na visão da representante das Nações Unidas, a emancipação e a garantia dos direitos das mulheres é fundamental para que a comunidade internacional alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Sem igualdade e empoderamento, vamos simplesmente perpetuar o paradigma de hoje: tentar enfrentar todos os desafios do mundo com apenas metade dos recursos do mundo”, disse.

Iniciativa visa combater feminicídio

Amina disse ainda que a iniciativa Spotlight, lançada no ano passado por uma parceria entre a ONU e a União Europeia, poderá transformar a violência de gênero em “algo do passado”. “A Spotlight se concentrará na forma mais extrema de violência, o feminicídio”, explicou a dirigente.
Segundo a vice-secretária-geral das Nações Unidas, frequentemente, na sequência desses homicídios, “descobrimos que as mulheres de fato denunciaram à polícia ou buscaram cuidado médico, mas os provedores de serviços não tinham informação adequada ou os meios para identificar o risco”.
Amina lembrou que, entre os ODS, existe um objetivo específico — o de número 5 — sobre igualdade de gênero. Suas metas incluem o fim de todas as formas de violência contra as mulheres. “Temos um longo caminho a percorrer. Mas temos um plano e temos a determinação.”



quinta-feira, 14 de junho de 2018

Projeto Força Feminina celebra Santo Antônio



Junho é um mês festeiro e quem inaugura o mês é Santo Antônio. Dia 13 é uma data especial para muitos católicos que rezam trezenas e lotam igrejas em todo país, especialmente no Nordeste.

No Projeto Força Feminina ontem foi dia de homenagear Santo Antônio, um santo muito popular, exemplo de humildade e amor ao menino Jesus. Frei Romário Santos, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, estudante de Teologia realizou uma pequena celebração na qual benzeu as imagens, os presentes e os pãezinhos que foram ofertados ao final da festa.



Frei Romário encantou a todos com a história do milagre da língua incorrupta de Santo Antônio. “Embora tenha nascido na cidade de Lisboa, em Portugal, Santo Antônio é normalmente referido com o nome do local em que morreu, a cidade de Pádua (Padova), na região nordeste da Itália. A sua morte se deu a 13 de junho de 1231, quando o santo contava com apenas 36 anos de idade. Quando exumaram o corpo de Santo Antônio, os habitantes de Pádua descobriram a sua língua incorrupta. Desde então, o órgão repousa em um relicário especial, de onde recebe a veneração de inúmeros devotos e peregrinos até hoje.”¹



Santo casamenteiro, aquele que ajuda a achar objetos perdidos, santo querido por muitos, foi festejado com muita alegria pelas mulheres atendidas e pela equipe do PFF. Com devoção, os presentes cantaram as músicas em homenagem ao santo, lavaram as mãos em água de alfazema, enquanto o altar e o ambiente eram incensados, os pedidos feitos foram queimados e a fumaça subiu aos céus na certeza de que Santo Antônio não se esquece de ninguém!


Que Santo Antônio abençoe seus devotos e a todxs!!!

Viva Santo Antônio!
Viva!!!




 Leia mais sobre a língua incorrupta de Santo Antônio em: https://padrepauloricardo.org/blog/a-lingua-incorrupta-de-santo-antonio-de-padua






segunda-feira, 11 de junho de 2018

Mulheres denunciam ao MP-SP aumento da violência e falta de equipamentos públicos

Enquanto números de estupros e feminicídios continuam subindo – mais ainda para as mulheres negras –, Casa da Mulher Brasileira segue fechada
por Redação RBA publicado 08/06/2018 12h03, última modificação 08/06/2018 14h23
MÍDIA NINJA
Violência contra a mulher
"Não importa se é doutora, jornalista ou deputada, mulheres são vulneráveis. São muitos casos"
São Paulo – Movimentos de mulheres estiveram nesta quinta-feira (7) no Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e estupros, a lentidão da Justiça na resolução e punição desses casos, e a falta de equipamentos públicos voltados para a assistência das vítimas. 
De acordo com dados da secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a quantidade de estupros notificados no estado de São Paulo aumentou 250%num período de 10 anos. Já segundo o Atlas da Violência 2018, o número de feminicídios de mulheres negras cresceu 15,4% no país entre 2006 e 2016.
Apesar desses números alarmantes, a Casa da Mulher Brasileira, equipamento destinado à prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher, está pronto, com verba específica destinada ainda durante o governo Dilma, mas não funciona, graças à má vontade dos governos municipal e estadual. 
Responsável pela destinação das verbas quando era ministra da secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci diz que o não funcionamento da casa é "absolutamente impensável", e denuncia "omissão" do poder público. 
"Ela está pronta. Quando ministra, investimos R$ 15 milhões, e deixamos empenhado outros R$ 4 milhões. É dinheiro público. É absolutamente impensável. De um lado, as mulheres continuam sendo estupradas, assassinadas, e do outro um equipamento de uma política pública das mais avançadas, premiada pela ONU, fechada", afirmou a ex-ministra à repórter Ana Rosa Carrara, da Rádio Brasil Atual.
"Não importa se é doutora, se é jornalista ou deputada, mulheres são vulneráveis. São muitos casos. O feminicídio lamentavelmente faz parte do nosso cotidiano. A eliminação de mulheres negras pelo feminicídio é sistemática. É preciso entender que nós temos uma estrutura conivente com a eliminação de uma parte de sua população majoritária, isso se chama limpeza étnica. Nós, mulheres negras, estamos em estado de absoluta vulnerabilidade", denunciou a integrante da Marcha das Mulheres Negras Dulce Maria Pereira. 
Durante a audiência, representantes do MP relataram que a extinção da secretaria municipal de política para as mulheres pelo ex-prefeito João Doria (PSDB) foi um ato inconstitucional, e que já existe processo para recriação da pasta. A promotora de Justiça Valéria Scarance, responsável pelo núcleo de gênero do MP-SP, saudou a iniciativa das mulheres. "É importante que elas se unam. Mulheres unidas falam muito mais que uma mulher só."