Segundo A ONU Até 2030 Mais De 86 Milhões De Mulheres Serão Mutiladas


Ambulatório do Hospital da Mulher recebe primeiras pacientes

Fonte: Secom Bahia



Uma semana após a cerimônia de inauguração, as primeiras pacientes do ambulatório do Hospital da Mulher Maria Luzia Costa dos Santos, no Largo de Roma, em Salvador, começaram a ser atendidas nesta segunda-feira (16), vindas de diferentes municípios baianos, para a realização de consulta em especialidades como mamoplastia, mastologia, ginecologia, oncologia clínica e reprodução humana.

No hospital, as mulheres conseguem, com os médicos especialistas, marcar exames de média e alta complexidade, que são realizados no próprio hospital, assim como marcar cirurgias, também feitas na unidade. Menos tempo de espera para quem precisa e mais agilidade no tratamento. São pacientes como a manicure Daiane Brito, moradora do município de Conceição do Coité, na região nordeste do estado.

Depois de ser acompanhada em outras unidades por cerca de um ano e cinco meses, ela explicou como foi mais confortável ser encaminhada para o Hospital da Mulher. “Antes, eu tinha que sair da minha cidade de madrugada, porque são quase quatro horas de viagem, e, às vezes, quando eu chegava na clínica, as senhas já tinham se esgotado. Aqui, eu vim com a tranquilidade de que eu seria atendida hoje, que não teria surpresas. Fiquei muito feliz quando me ligaram dizendo que teria uma consulta, e tenho a possibilidade de fazer exames hoje mesmo. É muito mais prático, principalmente para quem não mora aqui”.

Na sala de espera, juntamente com Daiane, cerca de 50 mulheres serão atendidas nesta segunda. Isso porque, elas tiveram as consultas ambulatoriais marcadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou às Secretarias Municipais de Saúde (SMS), sem precisar se dirigir até o hospital para marcação. O diretor-médico do Hospital da Mulher, Paulo Sérgio Andrade, explicou que as pacientes são incluídas em uma Lista Única, que concentra a demanda dos 417 municípios por um serviço especializado.

“Atendemos pacientes que precisam de diagnóstico e procedimentos de alta e média complexidade, e, por isso, as primeiras consultas devem ser feitas na atenção básica. E, uma vez atendida na unidade, ela está inserida no programa do Hospital, onde é possível realizar consultas, exames e, quando necessário, cirurgias”, enfatizou Andrade.

Tudo em um só lugar


Para o médico mastologista Daniel Carvalho, concentrar a atenção à mulher no hospital atende uma demanda que, nos municípios menores, não é possível atender com tanta rapidez. “Esse hospital tem um papel muito importante, porque com a Lista Única para o estado inteiro, a gente consegue garantir não só o atendimento, como também o tratamento em definitivo. Ela não sai daqui encaminhada para outra unidade. Ela faz desde os exames, até as biópsias e cirurgias. É um acompanhamento completo, desde o diagnóstico”.

As eventuais dúvidas sobre os serviços oferecidos no hospital podem ser esclarecidas pelo telefone 0800-071-4000, que atende de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h. Uma novidade é que as pacientes serão avisadas por SMS do agendamento da sua consulta ou procedimento, a fim de comparecerem no dia e horário marcados.

Funcionamento do hospital
Além do ambulatório, outros setores já estão em funcionamento como o centro cirúrgico, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a enfermaria. A unidade é um centro de referência estadual e conta com dez salas cirúrgicas e 136 leitos, distribuídos da seguinte forma - 97 destinados à internação, dez leitos de UTI e 29 leitos para hospital dia. Para fazer a unidade funcionar, foram contratados 655 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, maqueiros, auxiliares de almoxarifado e outras especialidades.

Além da estrutura física, a equipe é também a grande responsável pelo conforto do paciente, como ressaltou a agente de endemias moradora de Vera Cruz, município da Ilhe de Itaparica (RMS), Raiana Coelho, que estava internada em outra unidade há 13 dias e agora espera por cirurgia no Hospital da Mulher. “Está tudo muito lindo, tudo novo, muito arrumado, mas, na minha opinião, o diferencial deste hospital foi o acolhimento. Eu fui muito bem recebida desde o momento que eu desci da ambulância pelos maqueiros, na triagem, até aqui. Toda equipe de médicos, nutricionistas, enfermeiros, tem me dado um tratamento muito humanizado. Eu estou me sentindo uma rainha sendo muito bem tratada”.

REDE E CÍRCULO DE MULHERES: EMPODERAMENTO E MAGIA

DANI BASTOS

O que é uma rede?
Por “rede” entende-se um conjunto de entidades (que pode ser de objetos, materiais, pessoas) interconectados uns aos outros. De forma ampla e genérica, a rede serve para compartilhar recursos e/ou informações materiais ou imateriais entre cada uma destas entidades, de acordo com regras previamente definidas. Existem muitos tipos de rede – redes de transporte, redes sociais, redes elétricas, redes de pessoas – são alguns modelos.

Nas redes físicas, por exemplo, a estrutura é geralmente definida como um sistema de nós e elos que se interligam. Fazendo um paralelo com as redes de pessoas, cada pessoa é um “nó” ou um “elo”. A essência da rede de pessoas é o relacionamento estabelecido entre elas. É uma forma de organização onde se pode partilhar valores e objetivos em comum.

A partir da compreensão aqui colocada sobre a função social das redes, é possível aprofundar a reflexão sobre o motivo pelo qual em muitos grupos sociais onde há uma predominância da influência do patriarcado, ensina-se desde muito cedo que as meninas – futuras mulheres – julguem e denunciem umas às outras, que elas se digladiem entre si, que se vejam como rivais.

Esse “modus operandi” da cultura do patriarcado é muito perverso porque a vigilância e o controle passam a não mais acontecer apenas de fora para dentro, ou seja, não são apenas os pais, irmãos, maridos, professores, padres, médicos e outros homens da sociedade a estabelecer e definir qual é o comportamento  “correto” esperado de uma mulher mas também as outras mulheres passam a corroborar para reprimir a verdadeira e instintiva natureza feminina e terminam por reproduzir a opressão. Dessa maneira, é muito mais difícil que as redes femininas sejam formadas.

O sistema dominante sempre quis manter a “ordem”. A “ordem” é tudo que é conhecido, delimitado, controlável, conveniente, domesticável. Alguns agentes sociais têm o potencial de causar a “desordem”, ou seja, se vierem a conhecer o seu verdadeiro poder ou força podem vir a romper a “ordem”. Daí a necessidade de controlá-los. As mulheres, com certeza, tem esse potencial, por isso o sistema patriarcal tem a preocupação e a necessidade de controlar nossos corpos, nossos pensamentos, nossos comportamentos, nossas vontades, desejos, até nossos sonhos.

Mas sempre existiram mulheres que preferem morrer a aceitar rédeas. São mulheres que não se deixam dominar em hipótese nenhuma. São as que acreditam em sua intuição. São as que seguem seu próprio ritmo. São as que respeitam seus ciclos. São as que dão ouvidos à sua voz interior. São as que deixam o coração falar mais alto. São as que resistem, as que persistem, as que ousam, as que lutam, as que agem. São as bruxas, as rebeldes, as loucas, as insubordinadas, as atrevidas, as perigosas.

Destaca-se aqui a importância das Redes de Mulheres. A rede de mulheres numa dimensão mais política, tem como objetivo principal o estabelecimento de relações sociais e/ou profissionais entre as participantes. Serve para compartilhamento e troca de experiências, informações, saberes, conhecimentos, ideias, projetos e direitos. Um dos intuitos é fazer com que as integrantes sintam-se apoiadas, respeitadas, representadas e principalmente pertencentes a um coletivo onde podem falar, se expressar, participar de fato sem serem interrompidas, julgadas, podadas ou ridicularizadas.

Já numa dimensão mais espiritual e sagrada, a rede de mulheres funciona como um espaço de apoio emocional, de reencontro com as energias femininas, de religação com os elementos da natureza – terra, água, fogo e ar – de transmissão de saberes através de histórias ancestrais, de conexões intergeracionais e atemporais, espaço de compreensão, de aceitação e de acolhimento, onde a mulher descobre que não é a única a sofrer inseguranças, medos, bloqueios, dúvidas ou solidão.

Algumas chamam de Círculo de Mulheres. Porque o círculo é considerado uma forma ancestral, mágica e simbólica – a roda sagrada – de intensa troca energética, que coloca todas em posição de igualdade, sem hierarquias, sem assimetrias, contrariando a ordem social dominante onde somos constantemente diminuídas, invisibilizadas, inferiorizadas e subjugadas. É [para algumas] a volta e celebração do útero como órgão mágico, criador em potencial, não apenas da vida biológica, mas da vida criativa e visceral em sentido amplo – plantas, projetos, pessoas, empreendimentos. É o despertar do potencial para o desenvolvimento, para o crescimento, para o fazer florescer, para o frutificar.

É um dos primeiros instrumentos de cura e um dos primeiros passos para a reconstrução da autoestima feminina. A rede ou círculo de mulheres é de extrema  importância para o reestabelecimento dos vínculos, dos laços, para o reencontro com os pares e com a fonte geradora da inspiração e da esperança para que mais e mais mulheres sejam fortalecidas, incentivadas e empoderadas. Afinal, juntas somos bem mais fortes.



Mulheres já são 20% dos operadores do metrô de Salvador

São números bastante animadores, visto que, em 1986, a primeira turma de operadoras de metrô do país possuía apenas três mulheres

As unhas bem feitas, os cabelos cuidadosamente arrumados e o fardamento impecável  não revelam só o cuidado feminino com a aparência. Mulheres como Aline, Caliana, Camila, Caroline, Elizabeth e Eyde demonstram o zelo com uma profissão em que as mulheres lutam por uma vaga numa estação predominantemente masculina: a de operador de trem.
Hoje, 17 dos 85 operadores de trem do metrô de Salvador são mulheres, o que representa 20% dos profissionais. O percentual é  superior ao das mulheres no metrô de São Paulo, maior do país, que conta com 1.047 operadores de trem - 189 do sexo feminino.
Em relação a Brasília, o percentual de Salvador é duas vezes maior. Na capital federal, o metrô tem 18 operadoras de um total de 194. São números bastante animadores, visto que, em 1986, a primeira turma de operadoras de metrô do país, formada em São Paulo, possuía apenas três mulheres.
Para o gestor de Operação da CCR Metrô Bahia, Hamilton Trindade, a competência é o critério central para a contratação dos profissionais. “As oportunidades são oferecidas igualmente para mulheres e homens. Então, para se tornar operadora de trem, basta que se mostre apta durante o processo seletivo e o período de treinamento”, diz Trindade.
Para ele, as mulheres ainda estão descobrindo gradualmente as oportunidades de emprego oferecidas pela CCR Metrô Bahia. 
“Antes de iniciar a operação do metrô de Salvador, já conhecíamos experiências bem-sucedidas de outros locais que têm mulheres conduzindo trens”, completou . 
O time baiano
A seriedade com que as meninas comandam os gigantes de aço, que pesam cerca de 175 toneladas e medem algo em torno de 84 metros, se mostra no olhar concentrado delas diante dos trilhos.
Como um velejador experiente, elas não desgrudam os olhos do horizonte e dividem a atenção entre o caminho que segue a composição, as imagens das 22 câmeras de segurança que monitoram o interior dos vagões e os comandos estampados no painel de controle. É preciso ter olhos atentos para dar conta de tudo.
Para Lorena Anjos, 27 anos, que há seis meses comanda o metrô em Salvador, o ofício dos operadores é algo maior do que simplesmente levar e trazer pessoas. “A gente está transportando sonhos. Cada pessoa daquela está indo para o trabalho, para uma entrevista de emprego, está indo encontrar o filho. Então, a responsabilidade é muito grande. E todo cuidado é pouco. A atenção precisa ser redobrada”, diz Lorena.
Elas contam que sentem orgulho pela responsabilidade de transportar 74 mil passageiros que transitam, diariamente, nas linhas 1 e 2 do modal (Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
Diariamente, 74 mil sonhos são transportados pelas linhas 1 e 2 do metrô – um número que deve crescer ainda mais com a expansão das ferrovias. Cada uma dessas profissionais realiza, em média, dez viagens por dia em um turno de trabalho de oito horas. Mas a rotina puxada e a carga de responsabilidade da função estão longe de ser um obstáculo.
Adrenalina
Formada na primeira turma de operadores, Tamires Nascimento, 29, que, dentre outras proezas, já transportou a ex-presidente da República Dilma Rousseff, tem no sorriso do público a sua principal motivação para o trabalho.
“Sinto uma emoção muito grande quando o trem está saindo, a porta fechando. É algo que não consigo explicar. E ver as pessoas sorrindo porque estão sendo bem atendidas, chegando bem nos seus destinos é muito gratificante”.
Nos dias de jogos na Arena Fonte Nova, quando a estação do Campo da Pólvora é tomada pelas cores da dupla Ba-Vi, o trabalho nas locomotivas é ainda mais intenso. 
“Para a gente, o dia mais legal é quando tem jogo. Ver a torcida vibrando dentro do trem passa uma adrenalina muito boa. E aqui na Bahia, a torcida é muito forte”, afirma a carioca Catherine Freire, 27, que se mudou para Salvador para operar trens.
A hoje supervisora de tráfego, Gisele Ventura, 26, relembra com saudades a Copa do Mundo. “As plataformas estavam muito cheias e quando eu conduzia o metrô sentia bastante a responsabilidade que a gente tem nas mãos”, vibra a primeira mulher a assumir a supervisão de tráfego no metrô de Salvador. 
Sonho
A primeira viagem a gente nunca esquece. Poucos veem tanta verdade nessa frase como essas 17 metroviárias. Até ser aprovada no processo seletivo para trabalhar aqui, Tamires Nascimento jamais tinha entrado em um metrô. “As pessoas diziam: 'operadora de trem? Mas você não dirige nem carro”, relembra.

(Foto: Evandro Veiga/ CORREIO)
Foi amor à primeira vista. Ou ao primeiro ronco. “A primeira vez que eu entrei aqui e ouvi o barulho do motor ligando pensei: isso aqui é o que eu sempre quis ser”, revelou.
A emoção de ver o filho Arthur, 4, dizer com orgulho que a mãe opera um trem, supera conduzir qualquer chefe de Estado. “Ele diz: ‘Meu pai, você dirige um carro, mas minha mãe opera um trem’”.
Do preconceito ao reconhecimento
O operador Jorge Zandomingo, 65 anos, profissional mais experiente entre os 85 que atuam no sistema, relembra que, no início da carreira - há cerca de 25 anos - as mulheres não eram bem-vindas nas cabines de comando. “Sou de um tempo em que as mulheres nem podiam encostar no trem. E hoje elas estão aí operando”, comemora.
Zandomingo iniciou a sua jornada ferroviária na cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou por 22 anos, e está há quase três no metrô de Salvador. Ele ressalta que, apesar do sistema que realiza a condução do trem, a atenção do operador é essencial para a segurança dos passageiros. “O operador é também um monitor que está sempre visualizando os componentes do trem para ver se há algum defeito”, explica.
Para Gisele Ventura, o preconceito em relação às metroviárias vem gradativamente sendo substituído por um reconhecimento. “É uma situação engraçada. Porque operar trens é uma profissão historicamente masculina e hoje a CCR está dando essa oportunidade para mulheres também conquistarem esse espaço. E, por incrível que pareça, o que a gente sente dos usuários é admiração”, diz, com sorriso no rosto.
Neta de índia, Lorena Anjos sente uma felicidade em dose dupla por poder atuar no transporte sobre trilhos. “Além de mulher, sou representante de uma classe racial e nunca imaginei uma índia conduzindo um trem. É a realização de um sonho e eu me sinto orgulhosa de fazer parte disso”, diz a operadora.
A estudante Tamires Nascimento, 15 anos, acredita que as 17 mulheres do metrô de Salvador são fontes de inspiração para outras seguirem em busca de seus sonhos. “É uma grande conquista.”

Quem vestiu a globeleza?

Engana-se os que acham que foi a globo que vestiu a Globeleza.
Quem vestiu a Globeleza foram as feministas.
Foi o grito das mulheres contra a objetificação do corpo feminino e contra a hipersexualização do corpo negro que calou o assanhamento dos machos brancos.
A Globeleza nunca representou o carnaval, ela representava apenas o samba carioca bordelizado que nasceu nos tempos do Sargentelli.
A mulata Globeleza se saracoteando pelada, era o símbolo da exploração do corpo negro, da carne barata servida nos baquetes bacantes da casa grande desde a hora primeva.
Nua, a mulata Globeleza evidenciava apenas a beleza negra que importa aos mercadores: peito, bunda e tapa sexo.
A Globeleza, vestida, é uma vitória das pretas cansadas de serem virtualmente mucamizadas.

Entrevista - Débora Diniz

“A mulher que aborta está na nossa família”


“A mulher que aborta está dentro da nossa família e na nossa vizinhança. Ela não é uma fantasia criada pelo debate moral”, diz a antropóloga Débora Diniz, uma das autoras da Pesquisa Nacional de Aborto – 2016. Por Tory Oliveira #CartaCapital

O machismo e o patriarcado são perversos! Nosso corpo, nossas regras!
Homem tende a abrir mão da camisinha se a mulher é bonita


Homens são mais propensos a abrir da mão da camisinha quando a mulher é bonita, segundo uma pesquisa científica. Já se a parceira for “mais ou menos”, eles tendem a achar que a chance de contrair uma doença sexualmente transmissível (DST) é maior.
Pesquisadores das universidades de Southampton e de Bristol, no Reino Unido, convidaram 51 homens heterossexuais para avaliar fotos de 20 mulheres diferentes e dizer com quais delas topariam ir para a cama sem proteção. Os resultados foram publicados no British Medical Journal e divulgados no The Washington Post.
Os participantes tinham idades entre 19 e 61 anos. Eles tiveram que dar notas para cada mulher fotografada levando em conta fatores como atratividade, além de dizer a probabilidade de cada uma ter uma DST.
Segundo os homens, quanto mais atraente era a mulher, menores as chances de ter uma doença. Embora o estudo seja pequeno, ele reforça resultados semelhantes obtidos em pesquisas anteriores. De modo geral, as pessoas tendem a associar boa aparência a boa saúde. Mas a verdade é que as DSTs são democráticas: elas afetam feios, bonitos, pobres e ricos. Por isso, camisinha sempre.