sexta-feira, 27 de julho de 2018

‘Uma mulher chegar viva a qualquer lugar é questão de sorte’

A escritora argentina Selva Almada mergulhou no tema feminicídio em sua incursão pela não-ficção e estará em uma das mesas mais concorridas da Flip, que tratará sobre a violência de gênero.

por Marina Gama Cubas, da Carta Capital 



Quando a solidão mata: o fantasma da mulher que virou múmia

Uma mulher que morreu em sua casa na Espanha e só foi encontrada quatro anos depois é um caso extremo do isolamento que atinge milhares de idosos



https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/02/internacional/1527956802_023957.html

sexta-feira, 20 de julho de 2018

“Relacionamento Abusivo” Já pensou se fosse com você?

“Após fim de relacionamento abusivo, mulher luta para superar e seguir em frente” – Jornal Notícias do Dia

“Por que tantas mulheres continuam em relacionamentos abusivos?” – Revista Super Interessante

“Violência moral causa traumas em vítimas de relacionamentos abusivos” – Jornal O Globo

“60% das mulheres já sofreram em relacionamentos abusivos no país” – Revista Nova Cosmopolitan


Olha só quantas notícias são divulgadas todos os dias sobre o sofrimento de tantas mulheres que não sabem o que fazer para sair de um relacionamento abusivo, mulheres que se sentem humilhadas, subjugadas, carentes, com medo de contar até para os próprios familiares o que sofrem devido ao julgamento. 
                                                                                                                   
Estar neste lugar com certeza não deve ser fácil, ninguém inicia um relacionamento para sofrer, pois se relacionar é saber que pode contar com um cúmplice, um amante e um amigo. Porém, nem sempre a história termina assim, muitas vezes a mulher encontra naquele que deveria ser seu companheiro, um inimigo. Pensar nisso é vital para a nossa sociedade, índices de depressão e ansiedade, compulsão alimentar, entre outros transtornos de saúde, queixas de agressões até chegar ao feminicídio crescem cada dia mais e afeta a todos os envolvidos, a própria mulher, os filhos, a família... Todos perdem.

E você, já pensou o que faria se estivesse em um relacionamento abusivo? Será que teria a coragem de contar para alguém e buscar ajuda?

Em 15 de agosto,
Laina Crisóstomo, advogada feminista, ativista pelo direito das mulheres e presidenta do Tamo Juntas, estará facilitando uma palestra com este tema no Encontro de Cirandas Parceiras, na sede do Força Feminina, compareça e venha dialogar na busca por soluções para as problemáticas que agridem a todos.
                         
Inscrições do Cirandas Parceiras "Relacionamento Abusivo"  pelo Sympla: 
https://www.sympla.com.br/cirandas-parceiras-relacionamento-abusivo__306446

Manchetes dos sites:

Um Viva às Mulheres Guerreiras!


O Força Feminina, unidade Oblata em Salvador, celebrou as aniversariantes de maio e junho com o tema Mulheres Guerreiras. As mulheres puderam refletir sobre a força da mulher, suas conquistas, suas lutas, que são diárias e muitas vezes, invisíveis, o sofrimento de uma mãe que não tem com quem deixar o filho, as lutas das mulheres que não se intimidam em trabalhar em postos de trabalho culturalmente vistos como masculinos... Mulheres guerreiras são todas as mulheres, pois as lutas do cotidiano contra o patriarcado, contra o machismo, contra as desigualdades sociais, contra os preconceitos são imensas, e continuar refletindo sobre as vitorias já alcançadas ajuda a fortalecer a caminhada na luta por equidade, por justiça social e por mais respeito.
A arte sempre é uma boa forma de fazer pensar... A reflexão do dia foi feita a partir das paródias de músicas que enalteciam as qualidades e a força das mulheres.
O momento de descontração ficou por conta de um karaokê, no qual as mulheres cantaram músicas de suas preferências. Inicialmente, as mulheres ficaram tímidas, mas depois elas se sentiram à vontade para participar. Os parabéns foram cantados às aniversariantes participantes e o bolo foi partilhado.

Esse foi mais um dia... Alegrias, lutas e vitórias andam juntas! Parabéns às aniversariantes e às mulheres guerreiras!


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Relacionamento Abusivo



O relacionamento abusivo caracteriza-se como uma forma de violência psicológica no qual, em sua grande maioria, há uma dificuldade da pessoa agredida reconhecer tal tipo de violência, em especial quando existe a “naturalização” da agressão. Para muitas pessoas, violência só é caracterizada quando há agressões físicas, desconsiderando outras formas de violência como a verbal e psicológica. Para além disso, é importante apontar que os relacionamentos abusivos não só podem ocorrer em âmbito conjugal, mas em todos os contextos como na escola (professor X aluno), nas organizações (empregador X empregado), na família( pais X filhos), ou (filhos X pais)  e também com amizades.



Na maioria das vezes é difícil identificar uma situação abusiva, pelos simples fato da mesma ocorrer de forma velada e sútil, sendo um dos indicativos, por exemplo, a forma desconfortável como você se sente em relação a tal pessoa ou a tal situação. A relação de poder e submissão são caracterizadas quando há entre a vítima e o agressor grau de dependência emocional, financeira ou social. A culpa é um dos sentimentos mais recorrentes que podem ocorrer pelas vítimas de relacionamentos abusivos, pois quase sempre o agressor costuma internalizar a culpa na vítima, desqualificando-a, destruindo sua autoestima e aos poucos aniquilando o lado saudável da vida psíquica da pessoa agredida. Este ciclo de violência pode amplificar crenças sabotadoras na vítima, as quais podem dificultar ainda mais sua saída desta relação. Para as vítimas de relacionamentos abusivos o mais importante é identificar o abuso em si como violência. Reconhecer que a culpa não é da vítima e que não há futuro naquela relação desta forma. Agressores têm necessidades de poder e controle e podem em alguns momentos demonstrar pequenas mudanças para que obtenham algum ganho futuro.

Busque uma rede de apoio: familiares e amigos são sempre importantes neste momento, onde você precisará de amparo emocional. Procure uma ajuda profissional: Acompanhamento psicológico pode ser de grande ajuda, visto que pode auxiliar na identificação do problema, no restabelecimento da autoestima e autonomia do indivíduo. E SEMPRE denuncie aos órgãos competentes que orientarão quais medidas serão necessárias, com o fim de preservar sua integridade.

Autor – Luciano Mesquita de Sousa – Psicólogo Especialista em Psicologia Sistêmica e Clínica


terça-feira, 17 de julho de 2018

Cirandas Parceiras “Mediação no Contexto de Violência, é Possível?”


O 2º Encontro de Cirandas Parceiras teve como tema “Mediação no Contexto de Violência, é Possível?”. A facilitadora da palestra, dra. Lúcia Carvalho, educadora, juíza arbitral e mediadora de conflitos trouxe informações importantes no que tange à violência, os envolvidos e as diversas formas de se chegar à conciliação. Ela também propôs formas de se evitar a violência e os momentos de conflito.
O senso comum faz as pessoas pensarem que é impossível viver em paz, principalmente quando todos os dias os jornais evidenciam isso, com manchetes chocantes que exaltam a violência de todas as formas. Mas, pensar soluções de evitar a violência se faz necessário a fim de mudar esse ponto de vista tão viciado na sociedade.
Dra. Lúcia pontuou como formas de se evitar ou resolver conflitos, mudanças comportamentais como a mudança do tom de voz, a escuta atenta ao outro, acolhendo o que ele expressa, sem críticas e sem comentários negativos, ter empatia, sempre a fim de solucionar a problemática trazida pelo indivíduo, valorizando-o em sua condição humana.
Os participantes deste diálogo acharam importante as atitudes e os comportamentos ensinados por dra. Lúcia, mas ressaltaram a dificuldade de colocá-las em prática devido ao hábito de responder de forma nervosa à raiva e aos conflitos.

Os Encontros de Cirandas Parceiras ocorrem justamente neste sentido, vem para dialogar e para fazer luz sobre um tema a fim de desconstruir conceitos e hábitos que não servem mais.