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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

15 ANOS: PROJETO FORÇA FEMININA



O Projeto Força Feminina iniciou em 1998 pelo Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e sócio educativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. A partir das observações aos locais de prostituição foi possível realizar a sondagem, com o intuito de conhecer a realidade das mulheres no Centro Histórico, bem como, suas aspirações e perspectivas. Por meio destes contatos construiu-se uma relação amistosa de algumas mulheres, realizamos um levantamento de suas demandas, sendo uma delas a abertura de um espaço para acolhida destas mulheres. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto Força Feminina que desde então busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo. O Projeto Força Feminina desenvolve seu trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em momentos específicos: Aproximação da realidade, Protagonismo, Organização e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

Através das visitas aos locais de prostituição (ruas, bares, praças e boates), da acolhida e escuta empática, dos serviços oferecidos – como oficinas, cursos profissionalizantes, suporte terapêutico, encaminhamentos sociais e encontros formativos -, o Projeto Força Feminina se aproxima da realidade das mulheres, construindo assim laços de confiança e respeito. Diversas estratégias são utilizadas a fim de que estas mulheres se apropriem de suas vidas, conheçam os recursos da comunidade, tornem-se cidadãs, cresçam em socialização e consciência critica e construam-se enquanto sujeito social e político.

E neste ano o Projeto Força Feminina completa 15 anos de atuação junto às mulheres em situação de prostituição. Venha celebrar conosco:
13 de novembro de 2015, a partir das 14 horas!

VI ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES


quarta-feira, 29 de julho de 2015

II Módulo do Curso aborda a violência nos modos de vida de prostitutas pobres

Com intuito de ampliar o conhecimento do público em geral acerca da realidade das mulheres em situação de prostituição e a incorporação de temas relativos a defesa e garantia dos direitos das mulheres, o Projeto Força Feminina promoveu, no último dia 17 de julho de 2015, no Espaço Cultural da Câmara de Salvador, o segundo módulo do curso “Desconstruindo o Muro da Invisibilidade: Exploração, Tráfico e Prostituição”. Esta atividade faz parte de uma das ações do Projeto de Execução para 2015, aprovado pela Caritas Brasileira/CNBB/FNAS.
Nesse segundo encontro os participantes contaram com a mediação da Comunitária e Mestra em Psicologia Social, Lorena Brito, que, ricamente, ampliou os conhecimentos acerca das implicações psicossociais da violência nos modos de vida de prostitutas pobres. Lorena tem uma reconhecida vivência com esse público, dada à experiência como psicóloga do Projeto Força Feminina, entre os anos de 2010 a 2013, e tendo desenvolvido sua dissertação de mestrado com base em mulheres pobres e em situação de prostituição da Ponta da Barra - Ceará.

Lorena Brito buscou trabalhar o seu tema com base na tríade: Pobreza, Prostituição e Território, desenvolvendo assim subtemas como:
-Modos de vida na baixa prostituição: o cotidiano e o imprevisível;
-Questões sobre a relação entre prostituição e violência: onde o direito é negado, a violência ganha voz;
-Violências: histórias, conceitos e problemáticas;
-Violência em rede: marcas simbólicas e materiais e
-Implicações psicossociais da violência no cotidiano da prostituição: sentidos, expressões e desdobramentos.


O curso, que vem sendo realizado desde junho, realizará o terceiro módulo no dia 21 de agosto, e terá o tema “Exploração de Gênero no desenvolvimento do turismo”, com a mediação de Drª Maria Jaqueline de Souza Leite, Coordenadora Geral do Centro Humanitário de Apoio à Mulher.


Encontro Regional do Grito dos Excluídos

Nos dias 10 e 11 de julho, a Caritas realiza na cidade de Feira de Santana o Encontro Regional do Grito dos Excluídos, com o tema: Que pais é este, que mata gente, que a mídia mente e nos consome? Que neste ano de 2015 acontece o 21º passeata do Grito contou com a participação de representes indígenas, quilombolas, movimentos dos pescadores, pastorais sociais e articuladores das regiões de Irecê, Senhor do Bonfim, Jequié e Feira de Santana.

Com o objetivo de realizar uma análise de conjuntura do tema e realizar diálogo de articulação sobre: Direitos Básicos, Diversas formas de Violência, Função do Estado e Participação Política.
Nesses dois dias que aconteceu o encontro foram muito produtivos, podendo assim trabalhar propostas de ações para a realização do Grito e encaminhamentos. Nesta dinâmica o Encontro Regional do Grito dos Excluídos levanta sua bandeira de luta.

Traga a bandeira de luta deixa a bandeira passar, essa é a nossa conduta vamos unir pra mudar.



terça-feira, 16 de junho de 2015

Projeto Força Feminina promove Curso Desconstruindo o muro da invisibilidade: Exploração, Tráfico e Prostituição.

Com o objetivo de desenvolver estratégias efetivas de prevenção, políticas públicas que garantam o empoderamento das mulheres, bem como os e seus direitos, promovendo discussões sobre a prostituição, gênero, patriarcado,  regulamentação da prostituição -  baseado no Projeto de Lei 4.211/2012 , foi realizado no dia 15 de junho de 2015, no Auditório do Centro Cultural da Câmara de Vereadores de Salvador, o I Módulo do  Curso com o tema: Realidade e Missão Oblata.


Na programação do seminário, além da apresentação sobre a Origem da Missão Oblata no Brasil e no mundo, exposta pela Irmã Analita Albani, ocorreu também palestras com os temas: Abordagem Social, Gênero e violência, Pobreza e Prostituição e Desenvolvimento das ações do Projeto, ministrada pela Assistente Social do Projeto Força Feminina – Louraine Carvalho.
A última exposição foi promovia pela Educadora Social – Isadora Muniz, que discorreu sobre o tema da Regulamentação da Prostituição no Brasil, baseado no Projeto de Lei 4.211/2012.


O evento conta com o apoio da Cáritas Regional Brasileira e terá continuidade nos dias 17 de Julho com a Mestra em Psicologia, Lorena Nessin que abordará o tema: Implicações psicossociais da violência nos modos de vida de prostitutas pobres.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Força Feminina participa da Caravana de Educação em Direitos Humanos

O evento ocorreu nesta terça-feira, dia 09/06/2015, na sede da Defensoria Pública da Bahia, no bairro Canela, em Salvador-BA. 
A Caravana de Educação em Direitos Humanos surge como ação concreta da convergência de redes, movimentos, entidades e todas as pessoas que se dedicam na luta para afirmação dos direitos humanos como elemento central da sociedade e do estado brasileiro. Com o objetivo de promover espaços de comunicação para que a sociedade civil e instituições governamentais e não governamentais conheçam a realidade das mulheres, o Projeto Força Feminina esteve presente no evento através da Assistente Social do Projeto – Louraine Carvalho, abordando a temática da prostituição, os desafios encontrados pelas mulheres nesta realidade e as diversas violações de direitos sofridas pelas mesmas. 

O Público se fez por integrantes de movimentos sociais e representantes dos serviços que compõem a Rede de Educação em Direitos Humanos, além de instituições como Projeto Axé, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, Movimento População de Rua, Secretária de Justiça e Direitos Humanos, Grupo Tortura Nunca Mais, Cedeca, Cáritas Regional Nordeste, Levanta-te e Anda, Fundação Mãe Gentil, Defensoria Pública, Voluntárias Sociais, Rede de Educação Cidadã e Provita. 

A iniciativa da Caravana é promover espaços públicos de discussões com ações diversas e auto gestionadas, fomentando iniciativas que vão se incorporando durante seu trajeto fortalecendo a rede de atenção a pessoas em situação de vulnerabilidade social.



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Lista de Inscritos para o Curso! DESCONTRUINDO O MURO DA INVISILIBILIDADE: TRÁFICO, EXPLORAÇÃO E PROSTITUIÇÃO.

ADALCELIA MELO MARTINS, ADILZA SANTOS PEREIRA, ADRIANA BRUNO, AMANDA CUNHA, ANA CRISTINA MASSENA SANTOS, ANALIA MACEDO COSTA VILA, ANDRESA NOVAES, ARLETE LOBO REIS, AURELINA DE ALMEIDA NOGUEIRA, BARTIRA SOUSA DE OLIVEIRA SIMÕES, BRUNA SANTOS PAULA DIAS, CAMILA ANJOS SILVA, CAMILLA BARBOSA COSTA, CARLA RIBEIRO DA SILVA, CAROLINE DA SILVA GUERREIRO, CLAUDIA CORREIA, COSMILDA SANTOS MIRANDA, CRISTIANE NERIS DOS SANTOS, DAIANE S.LIMA GONCALVES, DAIANE SANTANA DE OLIVEIRA, DANIELLY OLIVEIRA, DENISE BATISTA COSTA DOS SANTOS, DILMA NASCIMENTO COSTA SANTOS, EDILEUZA NUNES DOS SANTOS LEITE, EDIVANE MARIA FALEIRO REIS, EDLEUZA DA S. SATURNO ASSIS, ELIANA PEREIRA DOS SANTOS, ELISABETE MESQUITA DA CONCEIÇÃO NETA, EMANUELE MENEZES SOUZA, EMILI GONÇALVES DOS ANJOS, EVERALDINA DE ASSIS BOAVENTURA, FÁTIMA C. B. NASCIMENTO, FERNANDA NUNES BARBOSA, GABRIELA PEREIRA SANTOS NASCIMENTO, GILMÁRIA GOMES DOS SANTOS, GILMÊRE SILVA FREAZA, GISLANA DE JESUS SANTOS, GREICE MARY PINHO DE NASCIMENTO, HANNNA SOARES MIRANDA, INARA LAISE DE JESUS MENEZES, INÊS CORREIA L. NASCIMENTO, IRACEMA PEREIRA SANTOS, IRENICE DE OLIVEIRA CUNHA, ISA DUARTE BRITO, ISABEL CRISTINA ROSA DE JESUS, ITAMARA DE OLIVEIRA ESTRELA, IVANA MÁRCIA DE OLIVEIRA MONTEIRO, IZABELA ALVES SANTOS, JAIDÊ ALVES MUNIZ CARVALHO, JAMILE DA CONCEIÇÃO P. SANTOS, JAMILE DOS SANTOS SILVA, JANAÍNA SOUSA DA CONCEIÇÃO, JAQUELINE LIMA DOS SANTOS, JIDEON COSTA DOS SANTOS, JOANA DARC, JOSENEIDE LESLOOR DE SOUZA, JOSENILDA FREITAS SAULO, JOSENILMA PEREIRA DE JESUS ALVES, JUCILENE DA C. OLIVEIRA, JULIANA BISPO NERI DE SOUSA, JULIANA DA ROCHA LAHMER, KARINA DOS SANTOS FERNANDEZ, KATIA MARGARETE MINEIRO MORAES, LAÍNE MARIA NEVES SOARES, LAÍS CRISTINA SANTANA DE ALMEIDA, LARISSA BEZERRA S. COUTO, LAVÍNIA S. DOURADO, LEILA SANTOS BORGES NUNES, LETÍCIA DA SILVA SANTOS, LETICIA ESTEVAM DE JESUS, LILIAN ALMERINDA ROSÁRIO DOS SANTOS, LÍLIAN COSTA DOS SANTOS, LÍLIAN CRISTIANE MIRANDA PEREIRA, LINDY GRACIELA F. OLIVEIRA, LIS AIPERI, LISIANE DA CRUZ LEITE, LORENNA CLÁUDIA CARVALHO SILVA, LUCIENE MIRANDA DE JESUS, LUCINEIDE LEAL, LUIZ AUGUSTO CUNHA DO PRADO, LUZINEIDE SILVA LOMBA, MARCIA CRISTINA SANTOS DE JESUS, MARCIA DE JESUS DE SOUZA, MÁRCIA HONGRIA MONGE, MÁRCIA SANTOS DE JESUS FERREIRA, MARCIA VIEIRA LIMA, MARIA AMÉLIA DE ARAÚJO, MARIA CLARA DE JESUS DA PURIFICAÇÃO, MARIA HELENA MEDRADO SANTA CECÍLIA, MARIA IZABEL, MARIA JOSE DA CONCEIÇÃO SAPO, MARIA LÂNIA SILVA ROCHA, MARIA LUIZA DA SILVA MAGALHÃES, MARIA LUIZA DE JESUS SANTOS, MARIA LUZIA CARVALHO MASCARENHAS CORDEIRO, MARIANA DE OLIVEIRA MONTEIRO, MARILDA ZOZIMA S. MARURICIO, MARILENE DE JESUS DOS SANTOS, MAYARA OHANA GONÇALVES CASTELANO, MAYSA NOVAES MOREIRA, MICHELE XAVIER RIBEIRO, MICHELLY ALEXANDRINA LEAL, MILENE DA SILVA SANTOS, MILENE QUELE NASCIMENTO SILVA, MONICA SOARES, NAIRA VERONICA FELIX FERREIRA, NÚBIA DA HORA, OTILIA TELES, PATRICIA DAMARCENO DA CONCEIÇÃO, PAULA SOARES DE OLIVEIRA, RAFAELA PEREIRA DE FREITAS, RITA DE CASSIA DOS SANTOS, ROSA FLOR MORENO, ROSANA SANTOS SANTANA, ROSANGELA A. M. SOUZA, ROSÂNGELA DE JESUS SANTOS, ROSELI AQUINO SÁ BARRETO, ROSELITA SANTOS SILVA, ROSIANE DOS SANTOS PEREIRA, SELMA CARVALHO ROCHA COUTINHO, SELMARA ANJOS FERREIRA DOS SANTOS, SHEILA PITANGA RIBEIRO SANCHES, SILVANA GRAZIELE REIS SILVA, SILVANCLEIDES JESUS DA SILVA, SUELI SANTOS, TAMILA DOS SANTOS, THAMILES BARBOSA COSTA, THIAGO CORREIA SOUZA, VALDICE MARIA VIEIRA SANTA ROSA, VANESSA BARBOSA, VANIA SANTOS MACHADO, VANUZA ANDRADE DOS REIS, VASELISE SANTOS E SILVA, VERA LUCIA MOURA DE CARVALHO, VITORIA PEREIRA FERREIRA, VIVIAN ZUANES SANTOS, VIVIANE A. CHAGAS DE JESUS, VIVIANE CARVALHO REIS, ZORA IONARA SALES CERQUEIRA.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

3º Encontro de Cirandas Parceiras Projeto Força Feminina discute o tema: Maternidade Certa

Com o tema “Maternidade Certa”, a vereadora Aladilce Souza discorreu sobre o tema de extrema relevância social. A temática tem sido debatida pela mesma há alguns anos e resultou na construção do Projeto de Lei nº 7.851 que estabelece que “toda gestante no Município de Salvador tem direito ao conhecimento e à vinculação à maternidade na qual será realizado seu parto e em caso de intercorrência pré-natal”.

Aprovado desde 2009 pela Câmara Municipal, a Lei foi regulamentada em 2012 e prevê uma maior organização dos serviços das maternidades e de pré-natal de qualidade. A ação busca garantir segurança e tranqüilidade às mulheres durante todo o processo de sua maternidade, a fim de evitar, por exemplo, peregrinações na hora do parto, que podem gerar seqüelas graves tanto para a mulher quanto para os bebês.
Essa preocupação nasce dos altos índices de mortalidade materna no Brasil e na cidade de Salvador. Segundo pesquisas esta é uma das principais causas de óbito de mulheres.
Nada mais satisfatório do que discutir políticas de atendimento às mulheres no dia 28 de Maio, que além de ser o Dia Internacional de Ação pela Saúde das Mulheres é também o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna!




segunda-feira, 4 de maio de 2015

2º Encontro de Cirandas Parceiras movimenta tarde na Unidade Força Feminina

Com o tema “Homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher”, o encontro possibilitou a troca e aprimoramento de conhecimento. A apresentação faz parte de uma pesquisa, feita por Jacqueline Soares, Assistente Social e Professora, que traz como título"Então é por isto que fui preso?" e consiste no estudo realizado com grupos de homens autores de violência doméstica, apresentando os principais relatos e como a experiência da violência é reproduzida nos espaços e gerações sociais. O trabalho apresenta também o estudo sobre os grupos reflexivos sobre os homens autores de violência (HAV), no Brasil e o grupo pioneiro nos EUA.

Jacqueline Soares tem uma vasta trajetória profissional e comprometida em questões de Gênero. É Especialista e Mestra em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres, Gênero e Feminismo pelo NEIM/UFBA; foi bolsista no Projeto Observatório da Lei Maria da Penha; atuou na Vara de violência doméstica e familiar contra a mulher em Salvador/BA e é Docente do curso de Serviço Social na Faculdade Dom Pedro II e UNIFACS - Universidade Salvador.
Com mais de 80 pessoas presentes, entre elas, representantes do Distrito de Saúde do Centro Histórico – SMS, Amélia Araújo, da Cáritas Regional Nordeste, Josilene Passos, das representantes da Vereadora Aladilce Souza, Maria Dalva e da Deputada Estadual Luiza Maia, Daiane dos Santos.
Sem dúvida, discutir violência doméstica e familiar contra a mulher a partir da análise do agressor garante que o diálogo sobre o tema assuma um caráter transversal, onde vítima e agressor, visualizem holisticamente de que forma a violência impacta nas relações, seja no aspecto social, cultural, material e simbólico.
O encontro foi finalizado com a fala da equipe da Força Feminina sobre a importância da sociedade repensar o discurso que legitima a violência, além da necessidade de garantir que o debate sobre o tema atinja as mulheres em contexto de prostituição, principalmente por perceber a ineficácia dos mecanismos de proteção às mulheres e de que o principal ordenamento jurídico especifico, a Lei Maria Penha, não atinge as mulheres em situação de prostituição.
E assim foi mais um encontro onde se fortalece a busca pela ampliação da Rede de Atendimento às mulheres e para legitimação da ação da Unidade Força Feminina.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Oficina Roda Viva e Cantinho da Beleza: experiências de atendimento às mulheres na Unidade Força Feminina

Na Unidade Força Feminina, entre as várias atividades realizadas, acontece a Oficina Roda Viva e o Cantinho da Beleza, dois espaços de acolhida com perspectivas diferenciadas no que se refere à estratégia, mas uma consonância nos resultados esperados: fortalecimento dos vínculos e possibilidade de mudança em aspectos claros na vida das mulheres atendidas.

A Oficina Roda Viva é um espaço que proporciona aprendizagem e diálogo, intercalando com atividades manuais na linha do artesanato que permite que a mulher desenvolva ou aprimore suas capacidades.
A dinâmica de aprendizagem utilizada é voltada para mulheres que tem afinidade e desejam aprimorar a técnica. Durante os dois últimos meses – abril e março, a Oficina aconteceu com a técnica do biscuit, com aulas básicas da técnica. O biscuit é uma massa de fácil modelagem manual, aceitando tingimento e pintura com diversos tipos de tintas e corantes. Com esta técnica de artesanato é possível modelar diversas peças e fazer muitos enfeites.
Nessa Oficina ensinamos como fazer imãs para geladeira em formas variadas como flores, frutas e animais e decoração de garrafas de vidro, que podem ser utilizadas como arranjos de mesas e estantes. Destaca-se a receptividade das mulheres que fica evidente pelo número de participantes nos encontros.



O Cantinho da Beleza com 04 encontros no mês garantiu o atendimento a 60 mulheres, entre os turnos pela manhã e à tarde, com serviços diversificados. Os desafios enfrentados nessa atividade são compartilhados por toda a equipe, estando a atenção da acolhida voltada desde a abertura do portão.
Com o propósito principal de elevação da auto-estima das mulheres, o Cantinho da Beleza busca priorizar o acompanhamento efetivo à todas as mulheres, e isso envolve atenção nas conversas individuais com cada mulher, mas também na forma como o coletivo se organiza dentro do espaço.
O Cantinho da Beleza, além de ser um espaço de acolhida, também é lugar de encontro. É o dia voltado às mulheres, para que as mesmas tenham um olhar especial e atencioso ao belo em si mesma e que muitas vezes se encontra escondido pelas dores diárias. Embora seja um espaço pequeno, as mulheres adoram, tanto que chegaram a batizar como “o nosso cantinho”, demonstrando a importância desse espaço de cuidado e escuta.
A aproximação exige dos profissionais envolvidos no atendimento, um repensar constante sobre sua prática, e a própria experiência direciona as ações que são pautadas pela lógica do cuidado e de uma assistência além do assistencialismo, mas de resgate do sentido da vida.
Sem dúvida, as ações pensadas buscam contribuir no processo de mudança na vida das mulheres, resignificando as experiências de violações vivenciadas na prostituição, através de espaços como esses, de acolhida, diálogo e troca.

Força Feminina celebra aniversário das Mulheres

Ao final de cada mês, a Unidade Força Feminina se reúne com as mulheres para celebrar a vida com muita festa e alegria. O espaço foi preparado com muita música e dança para lembrar o dia de São Jorge.
Inicialmente foi apresentado um vídeo com a oração cantada de São Jorge, onde foi possível observar a espiritualidade de cada mulher, e como a fé de renovação é despertada a cada primavera festejada. Após o vídeo todas dançaram alegremente e entoaram os parabéns.
A celebração contou com a presença de 15 mulheres e filhos de algumas.
Ao longo dos anos a Unidade tem favorecido a realização destas comemorações, pois se acredita ser um momento importante para as mulheres, principalmente aquelas que desejam celebrar o aniversário nesse espaço que consideram ser sagrado.
Para algumas mulheres é o único momento de celebração, pois muitas delas vieram de locais distantes, como o interior do estado da Bahia e não possuem familiares próximos.
Sem dúvida, encontramos a possibilidade nesse momento de construirmos cada vez mais vínculos, baseados na acolhida e no respeito.



sexta-feira, 10 de abril de 2015

Teatro e Música são destaques na celebração de Páscoa com as mulheres do Força Feminina

Em clima de fraternidade e renovação, a Unidade Força Feminina celebrou com as mulheres a Festa da Páscoa, que foi marcada por dramatizações teatrais e música.
Inspiradas numa reflexão do Pe. Adroaldo Palaoro, SJ, sobre a Ressurreição de Jesus, a dinâmica da celebração consistiu na encenação da experiência dos três personagens que foram protagonistas diante do túmulo vazio: Maria Madalena, Simão Pedro e João, o discípulo amado.  Três mulheres representaram cada uma desses personagens, que expressam diferentes sentimentos e atitudes diante do acontecimento da morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A ausência do corpo de Cristo no sepulcro despertou reações diferentes:
- Maria Madalena se precipitou e não conseguiu pensar na ressurreição como uma possibilidade. Simão Pedro inspecionou o sepulcro, mas não conseguiu tirar conclusões, no entanto João reconheceu pelos sinais, a beleza e o mistério: Cristo ressuscitou.
A partir dessa experiência vivencial cada mulher foi convidada a refletir:
- Que sinais de ressurreição eu percebo em minha vida?  A partilha garantiu interação e expressão de belos sentimentos das mulheres, onde se percebeu a importância da espiritualidade na vida de cada uma delas em falas como:
“Jesus está presente sempre em minha vida,                                                           me guia e o sinal maior é a presença do Projeto na nossa vida!”







Nesse sentido, no encontro umas com as outras e no encontro consigo mesmas acontece o encontro com o Sagrado, com o Mistério.  A beleza se encontra nessa diversidade onde cada uma faz a experiência. E é nesse caminho de fé, que os sinais de ressurreição se mostram presentes, porque “a verdadeira Páscoa não acontece ao lado do sepulcro. Ela acontece quando os corações começam a pulsar de novo com um novo ritmo de vida e de esperança” (Pe. Adroaldo Palaoro sj).

Unidade Força Feminina participa do lançamento do livro “Esqueletos Urbanos: transformando o centro com os cidadãos”

O lançamento do livro aconteceu no dia 31 de março de 2015, na Centro Cultural da Prefeitura de Salvador e reuniu representantes de Movimentos Sociais do Centro como à Associação Comunitária dos moradores do  Centro Histórico,Associação dos moradores e amigos do  Centro Histórico, Movimento População da Rua, ACAC (Associação Comunitária Alzira do Conforto), Comissão de Resistência Moradia e Trabalho e o Projeto Força Feminina.















O Workshop “Que Cidade é essa” é fruto de uma parceria entre a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia e o Centro de Estudos e Ação Social (CEAS), e teve como objeto de estudo os imóveis abandonados do centro histórico, os esqueletos urbanos de Salvador, onde foi estabelecido um catalogo de ideias arquitetônicas a fim de determinar usos para esses vazios urbanos, restaurando e demostrando o potencial da função social desses imóveis para que esses possam ser utilizados para beneficio da população.

A primeira parte do livro descreve o trabalho das instituições do Centro Histórico que participaram do Workshop como o Força Feminina relatando sua história, demandas e parcerias com instituições do Centro Histórico. No ano de 2012 a Unidade iniciou uma articulação com o CEAS e a UFBA, com a finalidade de apresentar alternativas para estes imóveis sem função pública e consequentemente garantir melhoria de vida a comunidade. 


Sem dúvida a parceria representa uma possibilidade de visibilidade ao trabalho da Unidade, além de favorecer integração com a comunidade e outras instituições. Como produto final o livro se torna mais um instrumento de comunicação, que traz em sua constituição, uma importante análise para a garantia plena dos direitos de pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade, como as mulheres em situação de prostituição.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Força Feminina tem formação sobre a descriminalização do aborto

Na manhã do dia 23 de março, a Unidade Força Feminina participou de uma formação sobre a descriminalização do aborto: uma questão de Saúde Pública e de Direitos Humanos. Este tema é de suma importância e contou com a participação da Doutora Greice Menezes – Médica Sanitarista, do MUSA (Programa de Estudos e Pesquisas de Gênero...), do ISC (Instituto de Saúde Coletiva), Coordenadora da GravSus–NE e UFBA (Universidade Federal da Bahia) e tem uma longa trajetória de estudos e pesquisas nessa área.

Segundo a Dra. Greice Menezes a questão do aborto está posta em pauta e precisa ser discutida, pois é uma das maiores causas da morte de mulheres, sobretudo entre as negras, pobres e jovens, chegando a triste realidade de a cada três mulheres, uma morre por aborto. Segundo as pesquisas realizadas, afirma Dr. Greice, “é a terceira causa de morte materna no Brasil e em Salvador é a primeira”, índices alarmantes quando comparado com a taxa aceitável da OMS – Organização Mundial de Saúde, que equivale a óbito de 10 por 100 mil nascidos vivos.
Um recente estudo realizado pelo MUSA em algumas cidades do Nordeste, como Salvador, Recife e São Luiz, apresentou índices de óbito de mulheres após realização de abortos que preocupam, principalmente por considerar que a maioria dos mesmos são realizados de forma clandestina, sem devidos cuidados médicos que ocasionam em complicações como infecções generalizadas. Os estudos buscaram aprofundamento da análise da escolaridade como condicionante que impulsiona na realização de abortos, mostrando a forte ligação entre a prática e o acesso a educação. Três grupos serviram como base de análise, relacionando a relação mãe x filha. Quando mães e filhas tinham escolarização até o fundamental incompleto os dados de gravidez indesejada e aborto foram maiores, chegando a 60%, contrário aos índices onde mães e filhas possuem nível superior. Tomar como partida esse eixo de análise, permite desconstruir conceitos que descaracterizam o fator social da realização de abortos no país.

As pesquisas ainda apontam que em países onde a legislação permite a realização de abortos em algumas condições, o número reduziu. Claro que nesses países há um avanço maior na educação, já que com o aumento da escolaridade decresce a realização de abortos.
Muito mais do que discutir: sou contra ou a favor do aborto, se faz imprescindível discutir a heterogeneidade das situações como desigualdades de classe, raça, geração e gênero. Os legisladores e profissionais da área de saúde precisam discutir mais o tema e encarar o aborto como um grave problema de Saúde Pública, com intrínseca relação em acesso a educação, lazer e cultura.

A precariedade das condições sociais que grande parte da população brasileira vive, deve ser um ponto de partida para proposições de políticas publicas na área da saúde e da educação como mote incentivador no enfrentamento desse problema que matam muitas mulheres e que apresentam outras questões como: qualidade de atendimento nos serviços públicos do país.


Drª Greice concluiu a apresentação colocando-se à disposição para outros momentos formativos e nos animou, como “profissionais que adotam posturas éticas em nosso trabalho com as mulheres, a manter o debate aberto”.

terça-feira, 24 de março de 2015

Equipe se reúne em Formação sobre Espiritualidade Oblata

Impulsionados pela Celebração de Nascimento da Madre Antonia, nascida no dia 16 de março de 1822 e pela proximidade do Encontro da Rede Oblata, encontro formativo que acontecerá no mês de maio em Salvador, a Unidade Força Feminina, se reuniu para refletir sobre a espiritualidade Oblata e sua missão.
Com mediação da Ir. Analita Albani, a equipe de trabalhadores entrou em sintonia com toda a Congregação das Irmãs Oblatas e com cada mulher que participa nos Projetos, já que essas mulheres impulsionam a ação e missão das Oblatas.
A partir da história de vida da Madre Antonia, foi proposta na partilha reconhecer e partilhar os valores e atitudes desta grande mulher que conseguiu viver com coerência a resposta ao chamado de Deus e à missão a ela confiada.  Ao colocar o pé na realidade e deixar-se tocar por ela, a mesma brindou-nos um grande legado de pedagogia e de espiritualidade, sendo feita então uma reflexão e aprofundamento da Espiritualidade Oblata, buscando reconhecer a força e o sentido da nossa vida e da missão.
A Espiritualidade Oblata está focada na Pessoa, na Vida e Missão Libertadora de Jesus Cristo Redentor – Sua Encarnação e Redenção, experimentando na realidade em que vivemos um Deus Pai e Mãe, que se interessa por toda pessoa e faz surgir Vida onde ela está ameaçada, oprimida, oculta, machucada. Este Deus se faz presença solidária, humanizadora e libertadora em Jesus, que é a fonte de nossa Espiritualidade. Apostamos por continuar a Sua Missão profética que se manifesta num compromisso de comunhão e solidariedade, com atitudes de entrega, paciência, acolhida, amor, partilha, alegria, simplicidade, perdão e sensibilidade.
Somos chamad@s e convocad@s a trilhar as pegadas do Redentor acolhendo, escutando, acompanhando e orientando, contemplando Jesus que não só se aproxima das excluídas, mas oferece-lhes oportunidades de transformação.
Percebemos também que a Espiritualidade Oblata está em sintonia com a Campanha da Fraternidade deste ano com o lema “Eu vim para servir”. Diz o hino extraído de uma mensagem do Papa Francisco: “Preciso de gente que cure feridas. Que saiba escutar, acolher, visitar. Igreja de portas abertas, sem medo de amar. Um Deus que se inclina e lava seus pés. As chagas do ódio e da intolerância, se curam com o óleo do amor-compaixão”.
A manhã foi concluída com um momento de partilha e agradecimento pela oportunidade que a equipe tem de ir se preparando para o próximo encontro formativo da Rede de Pastoral Oblata.


Ir. Analita Albani

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Força Feminina realiza Visitas Noturnas e se aproxima de novos pontos de prostituição


A realidade da prostituição a cada dia ganha novos contornos e desafios. O fato de ser uma rede complexa que envolve diversos atores/ atrizes e cenários faz com que constantemente as Unidades Oblatas no Brasil estejam revendo sua forma de atuar e renovando portanto o compromisso com a vida das mulheres que se encontram inseridas neste contexto.


No ano de 2014, o Projeto Força Feminina, Unidade Oblata em Salvador, iniciou a aproximação de alguns novos pontos de prostituição em horários diferenciados. O reconhecimento de situações extremas e a fala das mulheres encontradas ao afirmarem em suas vivências diversas situações de violações de direitos fez com que a equipe pensasse as ações de 2015 levando em consideração o fortalecimento de vínculos e confiança com estas mulheres além de se aproximar de outros locais e mulheres. Por este motivo, a equipe tem realizado visitas em outros pontos além daquelas visitas até então realizadas e buscado horários diferenciados como é o caso das visitas noturnas.
Até o ano de 2014, as visitas do Projeto se localizavam mais no Centro Histórico: Ladeira da Montanha, Ladeira da Conceição, Comércio, Praça da Sé e Patamares. Em 2015, se amplia as visita em Patamares e se alcança outros locais tais como: Pituba, Orla de Salvador, Piatã, São Rafael, Largo do Tanque, Carlos Gomes, São Cristovão, Itapuã e Feira de Santana. É importante ressaltar que em Feira de Santana o trabalho já havia se iniciado em 2014.

A aproximação destes espaços e das mulheres que ai se encontram tem demonstrado a identificação de diversas violações de direitos tais como: mulheres sendo agredidas e/ou roubadas por clientes, situações desfavoráveis para realização dos programas como é caso daquelas que estão na orla, divisão injusta do lucro ou daquilo que se ganha, falta de instrumentos para a realização do trabalho como por exemplo preservativos. As mulheres verbalizam dificuldades em acessar os preservativos. Além desta realidade, as mulheres tem relatado a importância da aproximação da equipe em horários e em locais que muitas não são “bem vistos”. Elas têm falado o quão importante são estas visitas. Por este motivo, a equipe além da aproximação tem buscado levar alguns kits que possam contribuir para minimizar os desafios encontrados por elas. As parcerias com as Unidades de saúde tem sido de fundamental importância neste processo.

Em uma das visitas, uma das mulheres ficou muito interessada no trabalho e fez várias perguntas: quem éramos? Por que motivo fazíamos este trabalho? Em um determinado momento ela expressou: “Tenho 47 anos e há 17 anos estou nesta vida e nunca, nunca mesmo vi um trabalho como este. Nunca vi alguém vir nos visitar.” Ela se mostrou muito emocionada e ficou repetindo que nunca havia presenciado esta situação. Ao se despedir perguntou se poderia abraçar a equipe que a visitava.


Com o desejo de que a missão se fortaleça e que as mulheres sejam respeitadas é que o Projeto Força Feminina segue se aproximando destas realidades, se aproximando de cada mulher que com sua história mostra que muito ainda precisa ser feito.