terça-feira, 11 de dezembro de 2012

3ª Roda de Conversa Sobre Violência contra as mulheres.


Neste 10 de dezembro de 2012, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e se encerram as mobilizações dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Unidade Força Feminina com a presença da Assistente Social Lídia do Centro de Referencia Loreta Valadares aborda sobre o tema Violência Contra as Mulheres.

A Roda de Conversa proporcionou um dialogo onde foi possível ouvir as queixas destas mulheres, que a cada dia vem sendo ameaçadas pelos seus companheiros e clientes. Sendo espancadas, humilhadas constantemente e quase nunca toma atitude de denunciar seus agressores na delegacia da Mulher, por sofrerem ameaças dos mesmos e por te medo das consequências que podem ter após as denuncias.

Então a discussão seguiu dos diversos tipos de violência sofrida pela maioria das mulheres que independe de classe social debatendo sobre a Lei Maria da Penha (11.340),  um passo importante para enfrentar a violência contra as mulheres.

 Essa lei foi criada com os objetivos de impedir que os homens assassinem ou batam nas suas esposas, e proteger os direitos da mulher. Segundo a relatora da lei Jandira Feghali “Lei é lei. Da mesma forma que decisão judicial não se discute e se cumpre, essa lei é para que a gente levante um estandarte dizendo: Cumpra-se! A Lei Maria da Penha é para ser cumprida. Ela não é uma lei que responde por crimes de menor potencial ofensivo. Não é uma lei que se restringe a uma agressão física. Ela é muito mais abrangente e por isso, hoje, vemos que vários tipos de violência são denunciados e as respostas da Justiça têm sido mais ágeis.¹

Sendo a 3ª Roda de Conversa espaço este promovido para abordar questões de violências sofridas no âmbito da prostituição as mulheres presentes compartilharam e trocaram suas experiências. E falar das experiências sofridas pelas mulheres tem sido mote para impulsionar o diálogo com intuito de romper o esquema de violências vividas por muitas mulheres.

 
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[1] Secretaria Especial de Políticas para as mulheres, Lei Maria da Penha “Coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher”. Brasília, 2008.

 

 

II ENNUFBA E FORÇA FEMININA


Durante os dias 04 a 07 de dezembro aconteceu na UFBA (Universidade Federal da Bahia) o II Ennufba, encontro de estudantes Negros, Negras, Indígenas, Quilombolas e Cotistas da UFBA. O encontro contou com espaços como Mesas Redondas discutindo os mais variados temas: Desigualdade com base em raça e gênero na sociedade brasileira, A Construção do Conhecimento para Afirmação da Identidade entre outros e Espaços de Livre Organização (ELOS) discutindo temas tais como: Impacto das relações sociais da criança negra na infância: Revisitando os conceitos de auto-estima, auto-imagem e auto-conceito e os reflexos na construção da identidade; Diversidade sexual e anti-racismo; Extermínio da Juventude Negra; Trabalho Escravo na Bahia e a PEC 438 entre outros temas. Neste processo, a Unidade Força Feminina contribui com a discussão a cerca da temática: Regulamentação da prostituição. O espaço de discussão contou com a presença de Ivoni Grando e integrante da Unidade Força Feminina e possibilitou conhecimento de uma faceta da realidade da prostituição assim como discussão com estudantes envolvidos/as no processo de luta e transformação da sociedade. Neste espaço de diálogo foi possível apresentar a ação da Rede Oblata de Pastoral e e o desenvolvimento desta em Salvador.

Para maiores informações do evento acesse: http://ennufba.wordpress.com.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vigílias voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher

         Acontece toda ultima terça-feira do mês Vigílias voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher e a Unidade Força Feminina se fez presente no último dia 27 de novembro.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É pela paz que eu não quero seguir admitindo...

Hoje foi um dia triste.
Choveu em Salvador. A polícia parou e o clima de insegurança começa a se instalar. O Pelourinho esteve mais silencioso que de costume. Boa parte da equipe do Projeto Força Feminina estava em atividades externas...
 
Hoje foi um dia triste e senti um vazio.
Vazio porque hoje mais uma mulher morreu nessa cidade. Mais uma dentre várias.
Hoje mais uma mulher foi enterrada nessa cidade. Dentre várias...

Hoje foi enterrada mais uma mulher que morreu por conta da violência contra as mulheres. Mais uma mulher foi espancada, violada... Mais uma mulher vítima de estupro - e isso não foi destaque na mídia nacional.
Ela era pobre, negra, não estudou, era usuária de crack, era prostituta.
E o vazio no Pelourinho se fez eco... silêncio... ninguém gritou por essa morte.
Nem mesmo sua filha, no enterro da mãe conseguia gritar... o choro engasgava a garganta...quem escutaria?

Escutei. Sei que outras pessoas que ali estavam escutaram...
O que fazer com o que se escutou? Sentir... dor... profunda
sentir...dor...revolta...sentir...dor...bandeira de luta.
 
Não à violência contra À mulher!
Não à desigualdade social!
Não à exclusão e opressão!
 
O Projeto Força Feminina e as mulheres do pelourinho seguirão suas vidas...
 mas estão em luto...
E quero profundamente que o luto se faça luta!
 
Luz e vibração positiva, Carioca!
Seja paz!



Lorena Brito da Silva, Salvador, 01/02/21012 - 23:40hs.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Roda de Conversa e diálogos sobre violência (s)


Violência ou violências?

Com esta temática a Unidade Força Feminina iniciou um ciclo de Rodas de Conversas em consonância com os 16 dias de ativismo pelo da violência contra as mulheres. O objetivo do espaço é fomentar um diálogo e debate a cerca do ema a partir das vivências trazidas pelas mulheres.

Na primeira Roda de conversa, que aconteceu no dia 27/11, as mulheres conversaram sobre as marcas deixadas pela violência, reconhecendo assim que para além da violência existem violências. Desse modo, dialogaram sobre os diversos tipos de violência: simbólica, sexual, física, moral, psicológica. O debate partiu sempre das vivências e relatos trazidos pelas mulheres.

Espaço de diálogo e encontro a partir dos desencontros que a vida traz, a partir das marcas que precisam ser denunciadas, faladas, tocadas... Assim, segue o compromisso da Unidade na luta pelo da violência contra as mulheres. 

Força Feminina convoca comunidade a participar do II Ato contra a violência à mulher



Força Feminina convoca comunidade a participar
do II Ato contra a violência à mulher

Movida na luta pelo combate à violência à mulher, a Unidade Força Feminina junto a Comissão de Direitos da Mulher da Bahia e dezenas de representantes do movimento feministas e diversos órgãos ligados à luta por igualdade entre os gêneros, participará do II Ato Alusivo ao Dia da Não Violência Contra às Mulheres, que acontecerá amanhã, dia 29 de novembro, saindo da Praça da Piedade em direção à Praça da Sé, em Salvador.

A Força Feminina, que em 2012 recebeu Moção de Aplausos pela Assembleia Legislativa da Bahia, em seus 12 anos de atividades, sempre buscou na sua missão, a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Um trabalho social, de caráter pastoral, iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, atuamos diretamente no Centro Histórico de Salvador (Praça da Sé, Ladeira da Montanha, Ladeira da Conceição, Comércio) e em Patamares, através das visitas aos locais de prostituição, da acolhida, das diversas atividades desenvolvidas no acompanhamento à mulher e da articulação com redes e grupos parceiros.

Durante a passeata, representantes da Unidade Força Feminina e mulheres atendidas pela instituição, estarão na Praça da Sé mobilizando e sensibilizando transeuntes e moradores locais com a distribuição de panfletos formativos.
A Unidade Força Feminina convida toda comunidade a fazer-se presente ao II Ato, em prol da Luta contra a Violência à mulher.

Apoio e Informações: 
Unidade Força Feminina
Rua Saldanha da Gama,
nº 19, 1º andar – Pelourinho
Salvador – Bahia - Cep: 40.020-250
Contato: (71) 3322-5432
Emails: ffeminina@oblatas.org.br
             secretariapff@oblatas.org.br