segunda-feira, 10 de julho de 2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Monitoria Institucional Anual no PFF

O Projeto Força Feminina, Unidade Oblata em Salvador, recebeu a presença da Irmã Provincial Lúcia Alves em sua sede para a Monitoria Institucional Anual que avalia as ações desenvolvidas no primeiro semestre a fim de analisar os efeitos positivos e refletir melhorias para o segundo semestre.



Em dois dias de Monitoria, 28 e 29 de junho, a equipe do PFF participou de momentos de explanação de ações já realizadas no primeiro semestre. Aproveitando-se deste momento tão rico de aprendizados, refletiu não só o quantitativo dos seus números, mas o qualitativo também a fim de observar a repercussão de suas ações no público alvo e na sociedade.

A riqueza desse encontro iniciou-se com uma pergunta-meditação: O que te inspira a estar aqui todos os dias?”. Esse questionamento permitiu lembrar a todos a delicadeza e o diferencial do trabalho realizado pelo Instituto, o qual exige de quem o executa que esteja motivado e crente em sua escolha diária em estar disposto a fazer o melhor à mulheres que “nada têm” e que muitas vezes só tem esse local para procurar e receber alguma ajuda.

Os trabalhadores sociais se emocionaram com essa sensibilização inicial e deram suas respostas com base em suas experiências de vida e com base no trabalho realizado em prol do social. Foi interessante perceber que embora as respostas dadas tenham sido diferentes, elas eram consonantes.

Essa sensibilização demarcou a abertura dos trabalhos da manhã na qual foi realizada a primeira apresentação dos projetos desenvolvidos na Unidade. E dessa forma seguiram durante a tarde e o dia seguinte.


Cada trabalhador conduziu a exibição de um dos projetos realizados na Unidade e contou com as contribuições dos presentes para enriquecer e melhorar as informações explanadas.

A equipe do PFF durante esses dois dias de Monitoria foi agraciada com as contribuições da Irmã Provincial Lúcia Alves que trouxe melhorias e orientações lúcidas e seguras em alguns questionamentos levantados no instrumento. Constatou-se que esse foi um momento de enriquecimento profissional no qual a equipe felicitou-se em participar de uma monitoria com qualidade.


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Djamila Ribeiro: Relações interraciais e a solidão da mulher negra

“Pensar nos triunfos apesar dos problemas” Sheila Walker



Para empoderar e fortalecer a reflexão sobre as situações de vulnerabilidade social das mulheres, foi criado, o Dia da Mulher Afro-Latino Americana e Caribenha, comemorado em 25 de julho. 
Para comemorar essa data o Núcleo de Gênero do Coletivo de Entidades Negras (CEN), entidade nacional do movimento negro, em parceria com a Sepromi – Secretaria de Promoção da Igualdade e a SPM-Secretaria de Politicas para Mulheres, recebeu em Salvador a antropóloga norte-americana Sheila S. Walker, diretora-executiva da Afrodiáspora, Inc., organização sem fins lucrativos que cria documentos e materiais didáticos sobre a Diáspora Africana Mundial. O evento ocorreu no Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória.

Sheila Walker apresentou seu trabalho “Imagens empoderadoras de mulheres negras: da pré-história à diáspora africana de hoje”, com projeção de imagens para mostrar como a mulher pré-histórica mudou a maneira de compreender as origens do ser humano na África e de mulheres negras que influenciaram a história e cultura humana.

O Projeto Força Feminina marcou presença neste momento de reflexão e busca por mais conhecimento. 



Estudo para a Rede Oblata 2017

Visando a preparação dos colaboradores do Projeto Força Feminina para o debate que será desenvolvido no mês de setembro (Encontro da Rede Oblata) em SP, ocorreu em 03 de julho, no turno matutino a Formação sobre o Livro “Interpelação ética das mulheres que exercem prostituição e são vítimas do tráfico com fins de exploração sexual”, da autora Maria Luísa Del Pozo - Livro do acervo das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor).

O livro reflete a teoria sobre prostituição e o vínculo com movimentos migratórios e tráfico de seres humanos com fins de exploração sexual; a Voz das mulheres e suas interpelações; a Interpretações a partir da perspectiva de:

- Direitos humanos;
- Direito das mulheres;
- Ética concreta.

 Além da tentativa de luz a partir da perspectiva da proposta de intervenção das Oblatas.

A facilitadora Virginia Machado (Assistente Social do Projeto Força Feminina) procurou explorar o livro de maneira lúdica com o propósito de facilitar o entendimento dos participantes. Para isto, utilizou-se de técnicas de dinâmicas de grupo, explanação, discussão e do vídeo sobre Tráfico de Pessoas do Programa Cenas do Brasil.






segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pitty - Desconstruindo Amélia

E o machismo se reinventa a cada dia! Fiquemos atentas! #BastaDeMachismo #BastaDeViolencia

Prática perigosa no sexo ganha mais e mais adeptos e coloca casal em risco: entenda

Retirar o preservativo do pênis sem que a parceira perceba: esta é a prática perigosa (e criminosa) que vem ganhando um número assustador de adeptos no Brasil e em outros países.
Nos Estados Unidos, recebeu o nome de stealthing, que significa dissimulação em inglês. O assunto, considerado uma nova forma de machismo e violência contra a mulher, rendeu um estudo, publicado na revista científica norte-americana Columbia Journal of Gender and Law.

Stealthing: por que é uma violência contra a mulher

Além do risco óbvio à saúde, com a exposição de ambos a possíveis doenças sexualmente transmissíveis, o método envolve danos psicológicos à vítima, como qualquer outra forma de abuso.
A principal autora do artigo norte-americano, Alexandra Brodsky, da Faculdade de Direito de Yale, estabeleceu bases legais para caracterizar a prática como agressão sexual e violência de gênero, já que causa danos físicos e emocionais às mulheres. Por isso, a autora aponta para a necessidade de uma legislação capaz de punir a prática.
Em seu estudo, ela entrevistou universitárias. Algumas relataram ter visto quando os parceiros sexuais tiraram o preservativo durante a relação, mas outras notavam o que havia acontecido apenas depois do ato sexual.
Muitas vítimas entrevistadas pela especialista não prestaram queixa por medo de retaliação e vergonha do julgamento.
Há ainda mais um fato alarmante dessa prática: existem fóruns online que incitam o stealthing. Anônimos relatam suas experiências e instruem maneiras de enganar as parceiras e furar ou tirar a camisinha sem que ela perceba.
A pesquisa de Alexandra aponta que os usuários justificam o crime como um "instinto e direito básico masculino": “É o direito de um homem gozar dentro de uma mulher” e “este direito nunca deve lhe ser negado” são alguns dos comentários deixados por eles.
Segundo a promotora de justiça Gabriela Manssur, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica (GEVID), o stealthing é, sim, uma violência sexual contra a mulher, uma vez que ela só consentiu com a relação por acreditar que o parceiro estava com o preservativo.
"Se ela soubesse que não estava protegida, ela não teria concordado em transar com o parceiro, por preocupações com doenças sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada”, comenta.

É crime?

Enquanto nos EUA o stealthing ainda não se enquadra legalmente como estupro, em países da Europa, a prática começa a ser punida pela justiça. Na Suíça, um homem foi condenado por estupro depois de praticar stealthing.

No Brasil...

"Configura crime de gênero tudo o que coloca a mulher em uma situação de submissão, em que ela não pode exercer sua vontade e não tem autonomia para fazer escolhas”, define a promotora.
Tirar a camisinha sem o consentimento da parceria pode, segundo Manssur, configurar crimes de relação consensual mediante fraude, perigo de contágio venéreo, moléstia grave ou perigo para a vida ou saúde de outrem, que estão nos artigos 130, 131, 132 e 215 do código penal.
“Nunca peguei um caso desses. Mas acredito que seja por desinformação das próprias mulheres de que isso é um crime. Mas sei que ocorre, inclusive homens que se recusam a colocar camisinha”, aponta.
Caso punido judicialmente, a pena pode variar muito de acordo com o artigo aplicado. Para feminicídio, caso fosse transmitido o vírus HIV, por exemplo, é de 12 a 30 anos – com possibilidade de diminuição da pena.
Mas, por aqui, ainda não existe um consenso sobre o assunto, pois a vítima pode depender do juízo de valor do aplicador da justiça, o que pode deixá-la em situação vulnerável.

Caso aconteça com você

O melhor a fazer é seguir para uma Unidade Básica de Saúde (UBS), tomar o coquetel de DST — com pílula do dia seguinte e coquetel anti-HIV – e fazer exames para detectar outras doenças sexualmente transmissíveis.
Também é preciso seguir para uma delegacia da mulher e fazer um boletim de ocorrência para processar o autor dos fatos.
"Há muitas mulheres que, por medo, escolhem não fazer a denúncia. Mas é necessário que exames e medicamentos sejam tomados logo após a relação desprotegida. Qualquer situação sexual (consentida ou não) sem preservativo tem todo o atendimento necessário na rede pública", garante a promotora de justiça.